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Mergulhadores brasileiros revelam os segredos submarinos do Mar Vermelho

Um grupo de mergulhadores do Brasil viajou ao Egito em outubro para explorar as profundezas do Mar Vermelho, reconhecido internacionalmente como um dos principais polos mundiais para a prática de mergulho recreativo. Durante a imersão, os turistas documentaram uma rica biodiversidade, composta por recifes de corais preservados, peixes de diversas cores e organismos de pequeno porte.

Contexto histórico e geográfico Além de sua popularidade esportiva, o local carrega forte relevância histórica e econômica mundial por abrigar o Canal de Suez. A via navegável artificial liga o Mar Vermelho ao Mar Mediterrâneo, facilitando o transporte marítimo global entre a Europa e a Ásia sem a necessidade de contornar a costa africana. O canal foi construído em uma parceria franco-egípcia ao longo de uma década, sendo inaugurado em novembro de 1869 e posteriormente nacionalizado em 1956.

A origem do nome Existem diferentes teorias para explicar o batismo da região. Uma das hipóteses atribui a nomenclatura à presença da cianobactéria Trichodesmium erythraeum, capaz de provocar florações avermelhadas na água. Outra linha de pensamento sugere que a poeira rica em minério de ferro, originada de montanhas ao sul da Península do Sinai, é deslocada pelos ventos até o mar, alterando a tonalidade visual do líquido.

A paixão pelo esporte subaquático A advogada Flávia Bortolini, de 34 anos, encontrou no esporte uma nova trajetória de vida após acompanhar programas especializados em vida selvagem. “Quando eu descobri que era possível fazer curso de mergulho eu me inscrevi em um e comecei a mergulhar isso era começo de 2024. Meu primeiro mergulho foi em Ilha Bela, na famosa Ilha das Cabras. E desde o meu primeiro mergulho eu já sabia que eu queria fazer aquilo para sempre”, conta Flávia.

Exploração no Egito e roteiro cultural A viagem internacional foi organizada pela escola onde a advogada concluiu suas capacitações e atua como instrutora. Além das atividades subaquáticas, o itinerário terrestre incluiu passagens por marcos históricos milenares, como o Templo de Luxor, datado de aproximadamente 1400 a.C., e o Vale dos Reis, local de sepultamento de antigos faraós egípcios.

Biodiversidade no Parque Nacional Ras Mohammed O ponto alto da jornada ocorreu no Parque Nacional Ras Mohammed, situado na porção sul da Península do Sinai. “Eu gosto muito de fotografar peixes no geral, mas tartarugas elas têm um lugar no meu coração. E tem uma coisa que me encanta muito que é a vida macro, são pequenos animais. Maria-da-toca, caranguejos, camarões pequenos isso tudo também eu adoro fotografar. Minha câmera, apesar de ser uma câmera bastante simples porque fotografia subaquática exige um equipamento bastante elaborado, a minha câmera é uma câmera de entrada, vamos dizer assim na fotografia sub, mas é uma câmera muito boa pra fazer fotos macro”, diz Flávia.

Condições ideais para a prática Os participantes relataram que o ecossistema local funciona como um verdadeiro habitat natural protegido. “O Mar Vermelho é um aquário, era um sonho para mim por causa disso, ele é um aquário a céu aberto, então a vida vida marinha que apesar de ser vida marinha pequena, são pequenos peixes, não é um lugar de vida marinha grande, então não tem grandes tubarões, baleias grandes, raias, tudo mais, bastante difícil ver isso aqui”, relata Flávia Bortolini.

A temperatura da água variou entre 25°C e 27°C, acompanhada por uma visibilidade subaquática que alcançou a marca de 30 metros. “A temperatura da água aqui gira entre 25 C e 27 C, visibilidade de 30 metros, então é uma água linda, azul, é um destino barato de mergulho assim considerando para uma viagem internacional. A gente faz aqui durante uma semana, uma média de quatro mergulhos por dia é sempre três diurno e um noturno. Então é uma semana disso, é um destino incrível, eu acho que para quem gosta de mergulhar é um destino fácil, você tendo o curso avançado de mergulho que é necessário para poder fazer, porque a maioria dos mergulhos aqui tão entre 15 m e 20 m, alguns chegando a 30 metros”, explica Flávia Bortolini.

Para aproveitar a experiência com segurança, os especialistas reforçam a importância de certificações específicas e preparo técnico adequado diante das variações de correnteza na região. “Teve lugares que a gente pegou com muita correnteza tipo quase que indo à deriva né, e teve mergulhos aqui de você conseguir ficar parado sem sair do lugar porque não tinha uma correnteza. Mas é incrível, é uma viagem dos sonhos mesmo”, conclui Flávia Bortolini.

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