A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre, alcançando o menor patamar para o período desde o início da série histórica em 2012. O indicador apresentou recuo em relação aos 5,4% registrados no segundo trimestre de 2024 e aos 5,6% reportados no mesmo intervalo de 2025.
Indicadores da Pnad Contínua
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. O levantamento também mapeou a redução no volume de pessoas procurando emprego no país.
A população desocupada somou 5,6 milhões de cidadãos, o que representa uma retração de 4% em relação ao trimestre encerrado em junho, quando o total era de 5,9 milhões. Na comparação anual com os 6 milhões de desempregados do mesmo período do ano anterior, a baixa foi de 6,9%, eliminando 417 mil pessoas da lista de desocupados.
Recorde na população ocupada
O mercado de trabalho registrou a maior população ocupada da série histórica, atingindo um total de 103,6 milhões de pessoas. O resultado demonstra um avanço trimestral de 0,6%, o que representa mais 581 mil trabalhadores inseridos no mercado, além de um acréscimo de 1,2% no comparativo anual, somando 1,2 milhão de novas vagas.
O nível da ocupação, indicador que mede o percentual de pessoas trabalhando na população em idade de ativa, subiu para 59%. O patamar representa um recorde estatístico, superando os 58,8% do trimestre anterior e mantendo estabilidade frente aos 58,7% do mesmo período do ano passado.
Taxa de informalidade e rendimentos
A proporção de trabalhadores na informalidade fechou o trimestre em 37,5% da população ocupada, totalizando 38,8 milhões de brasileiros. O índice mostra leve oscilação frente aos 37,4% de abril a junho e aos 37,8% verificados no terceiro trimestre de 2025.
Já o rendimento real habitual de todos os empregos ficou na marca de R$ 3.790, mantendo-se estável no trimestre, mas com alta de 3,6% no comparativo anual. Impulsionada por esses fatores, a massa de rendimento atingiu o recorde de R$ 387,5 bilhões, com expansão de 1,5% em três meses e de 4,7% em doze meses.





