Passageiros que utilizavam o transporte público em Campinas (SP) enfrentaram transtornos na manhã desta quarta-feira (14) após a quebra de dois coletivos no mesmo trecho, situado entre a Avenida Brasília e a marginal da Avenida John Boyd Dunlop. A situação provocou superlotação em um dos veículos e afetou diretamente a rotina de quem dependia das linhas 116 e 119 para iniciar o dia.
Cronologia das falhas mecânicas O primeiro incidente ocorreu por volta das 5h20, quando um coletivo da linha 119 parou no sentido bairro-Centro devido a uma pane no compressor. Os usuários presentes no veículo precisaram realizar o transbordo para outra composição. Cerca de uma hora mais tarde, às 6h20, um ônibus da linha 116 apresentou superaquecimento na marginal da mesma via. Os passageiros também foram realocados, enquanto o veículo danificado conseguiu ser retirado do local às 6h36.
Frota reduzida e impacto nas viagens A operação da linha 119 já operava abaixo da capacidade exigida no momento das ocorrências. Enquanto o planejamento determinava a circulação de cinco veículos, apenas três realizavam o trajeto. As viagens não cumpridas resultam em sanções financeiras para as empresas concessionárias. A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) esclareceu que a superlotação ocorreu justamente porque um dos coletivos em circulação precisou absorver o fluxo de passageiros vindo do transporte que apresentou defeito. O ônibus da linha 119 permaneceu na via até a última atualização do caso.
Idade da frota e fiscalização Órgão gestor municipal aponta que a recorrência de falhas mecânicas está diretamente ligada à idade avançada dos veículos que compõem o sistema. Como medida de renovação, 100 ônibus novos ou seminovos foram integrados à operação na cidade, iniciativa iniciada antes mesmo da conclusão do novo processo licitatório do setor.
Em meio aos problemas estruturais, o órgão fiscalizador aplicou mais de 42 mil autuações contra as empresas operadoras ao longo do ano. Desse total, mais de 920 penalidades foram direcionadas especificamente a falhas operacionais registradas nas linhas 116, 119 e 210. Como estratégia para conter os transtornos, a fiscalização foi intensificada nos veículos que apresentam índices de defeitos acima da média da frota. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros da Região Metropolitana de Campinas (Setcamp) foi contatado para comentar os episódios, mas não apresentou resposta até o encerramento desta publicação.
Fonte: G1 Campinas



