Um projeto piloto desenvolvido pela Fundação Municipal para Educação Comunitária (Fumec) em Campinas tem promovido a integração cultural e o combate à violência contra as mulheres entre a população estrangeira.
Acolhimento e capacitação profissional
A medida faz parte de um conjunto de estratégias da Prefeitura para diminuir os índices de agressão feminina e facilitar a adaptação de imigrantes na cidade.
O projeto teve início em setembro de 2025, quando 40 alunos haitianos, residentes na região do Jardim São Marcos, foram matriculados em cursos de qualificação profissional de português para estrangeiros.
Debates sobre diversidade e sociedade
Durante dois semestres letivos, os participantes trocaram vivências sobre empoderamento feminino, machismo e desenvolvimento social e emocional. Os estudantes também analisaram traços culturais do Brasil e do Haiti, nações que compartilham marcas de violência sistêmica, para discutir avanços e desigualdades na busca pela equidade de gênero.
Expansão do projeto para outras nacionalidades
Com o sucesso da primeira etapa, o programa foi ampliado. Desde agosto deste ano, uma nova turma com cerca de 40 alunos de diversas nacionalidades, incluindo Egito, Cuba e Haiti, participa das aulas viabilizadas pela Fumec.
As atividades seguem até dezembro, com expectativa de transição para uma política pública definitiva a partir do próximo ano.
“A igualdade de gênero precisa ser universal. Este trabalho é muito importante ao unir diferentes culturas de maneira inovadora em Campinas, para garantir educação de qualidade, humanizada e que reforça a importância do combate à violência contra as mulheres”, ressaltou o superintendente adjunto da Fumec, Leandro Carvalho de Oliveira.




